O empreendedorismo tem se consolidado como principal meio de sustento para muitas mães baianas. Levantamento da 3ª edição da pesquisa “Maternidade e Negócios – A força das mães empreendedoras baianas”, do Sebrae, revela que 57% das mães empreendedoras têm o próprio negócio como única fonte de renda, evidenciando o papel central dessas atividades na manutenção financeira das famílias. A pesquisa na íntegra pode ser conferida aqui:
O estudo mostra ainda que o perfil dessas empreendedoras é majoritariamente composto por mulheres negras (74%), com atuação concentrada nos setores de serviços (52%) e comércio (34%). Para 30% das entrevistadas, empreender é uma forma de trabalhar com o que gostam ou realizar um sonho. A busca por flexibilidade de horários aparece como outro fator relevante para conciliar trabalho e maternidade.
Apesar do protagonismo econômico, cerca de 41% das mães empreendedoras têm renda de até dois salários mínimos, e grande parte enfrenta dificuldades na gestão do negócio, especialmente no acesso a assessorias especializadas (53%), na administração financeira (35%) e na carga tributária (29%).
A sobrecarga também é um fator marcante. Apenas 39% contam com apoio do parceiro nos cuidados com a casa e os filhos, enquanto muitas acumulam integralmente as responsabilidades domésticas e profissionais. Além disso, 59% não participam de redes de empreendedorismo feminino, o que pode limitar o acesso a oportunidades de capacitação e expansão dos negócios.
Outro dado relevante é que 46% das entrevistadas afirmam já ter sofrido preconceito por serem mulheres empreendedoras. (Ascom/Sebrae)

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