Na versão política da teoria do caos, uma borboleta bate as asas no Senado e um palanque pode cair em Minas Gerais. O veto ao nome de Jorge Messias, indicado por Lula como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi interpretado por uma ala do PT como uma “declaração de guerra” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que articulou a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar a cadeira na Corte. (Foto ilustração: Jorge Messias e Rodrigo Pacheco)
No entanto, Lula tinha outro plano para Pacheco: assegurar o palanque presidencial na disputa pela reeleição com a candidatura do senador ao governo mineiro, estado decisivo nas últimas eleições ao Palácio do Planalto. Mas Pacheco também entrou na linha de tiro do PT após a derrota histórica do governo Lula no Senado. Messias foi o primeiro indicado por um presidente ao STF a ser rejeitado pelos senadores desde 1894.
Para integrantes do governo petista, a aliança política entre Alcolumbre e Pacheco coloca o pré-candidato mineiro como suspeito de participar da articulação contra Messias e de votar pela rejeição ao nome dele. A indicação foi reprovada no Senado por 42 votos contrários e 34 favoráveis.
Depois de ser preterido por Lula na indicação ao STF, o ex-presidente do Senado trocou o PSD pelo PSB para concorrer ao governo de Minas Gerais com o apoio do petista, projeto que está sob risco após o atrito político envolvendo os três Poderes. (Por Rafael Fantin)


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