Lideranças sindicais dos cegonheiros, categoria responsável pelo transporte de carros zero quilômetro do país, estiveram na tarde desta quarta-feira, 22, com o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, para avaliar meios de contornar a oscilação no preço do Diesel sem impactar o valor do frete e o suprimento de mão de obra qualificada para o segmento. (Foto ilustração)
Os contratos dos cegonheiros com as empresas de logística, que organizam a entrega dos carros, possuem gatilho percentual ao valor do Diesel. Se os aumentos do combustível passam desse patamar estabelecido em contrato, os cegonheiros têm direito a recompor o valor ajustado para o frete.
No Palácio dos Bandeirantes Felício Ramuth recebeu o presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), José Ronaldo Marques da Silva, o vice-presidente da Federação Interestadual dos Cegonheiros (Feiceg), Ronaldo Marques da Silva, e o diretor da regional do Sinaceg em São José dos Campos, Gustavo Carmo.
Não se chegou a uma solução para a questão do diesel. Trataram de possibilidades. Mesmo porque está em vigor um cessar-fogo indefinido declarado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o que pode apaziguar o mercado. “Nossa expectativa é que tudo se resolva sem precisarmos mexer no preço do frete, pois a grande preocupação é preservar o consumidor final de alguma alteração no valor do produto”, disse José Ronaldo Marques da Silva.
Ramuth também se mostrou muito interessado no “apagão de mão de obra” que os caminhoneiros podem vir a enfrentar. Há um envelhecimento no perfil dos profissionais. E o que acontece é que os filhos de caminhoneiros não querem seguir nas estradas.
O presidente do Sinaceg apresentou ao vice-governador o projeto do sindicato para uma escola de motoristas, a fim de se antecipar a esse problema e formar profissionais preparados para o transporte de carro zero quilômetro. “Temos que tomar essa iniciativa. Precisamos desses profissionais e ninguém está mais preocupado com isso do que nós, lideranças da categoria e empresários do segmento”, diz Ronaldo Marques da Silva, da Feiceg. (Por Pedro Gil/Veja)

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