Entre os principais investidores que compraram debêntures do Estadão em 2024 estão os grandes bancos Itaú, Bradesco e Santander. Cada um deles colocou R$ 15 milhões no jornal. Esse foi o mesmo valor investido pelo grupo Cosan, que entrou em recuperação judicial um ano depois. Parte dessa empresa foi comprada por André Esteves, dono do banco BTG Pactual. (Foto ilustração)
Outras empresas que fizeram aportes foram Hapvida, Votorantim, Unipar, Ultra, Pátria Investimentos, JHSF, Santalice (do grupo Cutrale) e Galápagos Capital. Esta última tem entre seus donos Carlos Fonseca, ex-sócio de Esteves no BTG.
Ao todo, o Estadão conseguiu R$ 142,5 milhões com a emissão de debêntures, na tentativa de salvar seus cofres. Mesmo assim, seguiu registrando prejuízo. Conforme o último balanço, o déficit de 2025 foi de R$ 16,8 milhões. O jornal ainda tem uma dívida acumulada de R$ 159 milhões.
Em troca do dinheiro, os financiadores passaram a ocupar espaço no processo decisório do jornal. Os investidores exigiram a saída da família Mesquita da vaga de CEO, responsável pela linha editorial. Marcos Bologna, sócio e CEO da Galápagos, foi o representante dos investidores que ingressou no conselho de administração do jornal.
Para captar R$ 45 milhões desses R$ 142,5 milhões, o Estadão usou uma gestora de investimentos cujo controlador era sócio do Banco Master em outros negócios. As informações são do portal Metrópoles.
No início deste mês de abril, o Estadão havia revelado que o mesmo banco repassou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles entre 2024 e 2025. Segundo o portal, o dinheiro dizia respeito ao patrocínio do Will Bank, que pertencia ao Master, à transmissão da Série D do Campeonato Brasileiro de 2025, feita pelo Metrópoles, e à venda dos naming rights da competição de futebol.
Agora, o Metrópoles afirma que o Estadão contratou a gestora Trustee DTVM para gerir a emissão de debêntures do jornal no mercado, que resultaram na captação dos R$ 45 milhões. O restante foi captado fora do mercado. (conjur)

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