O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interrompeu novamente, nesta terça-feira (10), o julgamento que analisa acusações de abuso de poder político e econômico contra o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-Foto). A investigação envolve a contratação de milhares de trabalhadores temporários por órgãos estaduais, para executar cargos “fantasmas” durante o período eleitoral de 2022.
A análise do caso foi suspensa após pedido de vista do vice-presidente da Corte, Nunes Marques. O magistrado informou que pretende devolver o processo para continuidade do julgamento no dia 24 de março. A presidente do tribunal, Cármen Lúcia, indicou que poderá convocar sessão extraordinária no dia seguinte, se necessário, para concluir a análise.
Até o momento, dois ministros se manifestaram pela cassação do mandato de Castro e pela sua inelegibilidade. A relatora do processo, Isabel Gallotti, apresentou esse entendimento em novembro de 2025, pouco antes de deixar o tribunal. Na retomada do julgamento nesta semana, o ministro Antonio Carlos Ferreira acompanhou a posição da relatora.
Em seu voto, Ferreira afirmou que as condutas investigadas demonstram intenção eleitoral. “manifesta intenção eleitoreira na conduta dos investigados”. Na avaliação do ministro, houve uso indevido da estrutura estatal para promoção política. (congressoemfoco)

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