A semana começa sob forte tensão nos mercados globais. Na noite de domingo (8), o preço do petróleo disparou e voltou a superar a marca de US$ 100 por barril após o Irã anunciar Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, no posto de líder supremo — movimento visto como um sinal de continuidade da ala linha-dura no poder em Teerã. (Foto ilustração)
A commodity também é pressionada por cortes de produção no Golfo. Kuwait e Emirados Árabes Unidos começaram a reduzir a extração diante do rápido aumento dos estoques, provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz. O Iraque já havia iniciado paralisações na produção na semana passada.
Os contratos do petróleo Brent, referência internacional, chegaram a US$ 119 por barril, atingindo os níveis mais altos desde meados de 2022.
O conflito no Oriente Médio segue sem sinais de arrefecimento, mais de uma semana após os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, e seus desdobramentos começam a alimentar temores de uma nova onda inflacionária global.
Diante da escalada dos preços do petróleo e do gás natural, os ministros das Finanças do G7 e a Agência Internacional de Energia (AIE) devem discutir nesta segunda-feira (9) uma possível liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo, numa tentativa de aliviar a pressão sobre a oferta global.
Mercado brasileiro
Por aqui, os investidores aguardam a divulgação das projeções do mercado coletadas no Relatório Focus. No campo corporativo, a temporada de balanços do quarto trimestre continua, com a divulgação dos resultados de Direcional (DIRR3), Cosan (CSAN3), Grupo SBF (SBFG3) e MRV (MRVE3). (Juliana Américo)

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