Nos bastidores da Câmara Municipal de Salvador (CMS), a movimentação de vereadores com planos de disputar cargos nas eleições de 2026 já alimenta projeções sobre uma possível dança de cadeiras no Legislativo da capital baiana. (Foto ilustração: Plenário Câmara Municipal de Salvador)
Integrantes da Casa avaliam que, caso algumas apostas se confirmem nas urnas, a composição do plenário pode sofrer mudanças significativas a partir do próximo ano, com a ascensão de suplentes que hoje acompanham o cenário à distância.
Um dos nomes mais citados é o do vereador Duda Sanches (União Brasil), que trabalha a pré-candidatura à Câmara dos Deputados. Aliados avaliam que a eventual saída abriria espaço para Cátia Rodrigues (União Brasil), primeira suplente do partido, assumir a cadeira na CMS, reforçando a presença feminina na bancada.
No PP, o vereador Jorge Araújo também mira Brasília. Bem posicionado internamente, ele articula apoios para disputar uma vaga de deputado federal. Se o projeto avançar com sucesso, quem herda o mandato municipal é Sandro Bahiense, hoje suplente e já integrado às articulações do grupo.
Outro movimento observado de perto envolve o pessedista Felipe Santana, que planeja concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Nos cálculos do PSD, uma vitória nas urnas abriria caminho para Carlos Kleber assumir o mandato na Câmara de Salvador, mantendo o espaço do partido no Legislativo municipal.
A expectativa, segundo vereadores ouvidos reservadamente, é que o calendário eleitoral intensifique as articulações já nos próximos meses, com acordos costurados para garantir visibilidade aos suplentes e evitar ruídos internos. Embora ainda tratadas como projeções, as possíveis mudanças já estão sendo discutidas nos corredores do Paço Municipal. (André Souza/bahia.ba)

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