Empresários de São Paulo e parte do setor financeiro da Faria Lima, na capital paulista, têm entendido que a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto é para valer. Inicialmente desconfiados da viabilidade e da constância do filho do ex-presidente no plano, o entendimento, agora, é que os grupos “vão ter” que jogar com Flávio mesmo. (Foto ilustração)
Os setores participaram de alguns encontros com o senador e já planejam os próximos. Apesar de não ser a alternativa favorita deles – essa lacuna era preenchida pelo governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos) -, a ideia vendida de que Flávio é menos radical e mais pacificador do que Jair tem feito sentido.
A maioria acredita que o encontro hoje de Tarcísio com o ex-presidente Jair Bolsonaro tem finalidade única: fazer o governador se posicionar de “forma bem ativa, mostrando lealdade”.
Além disso, há uma leitura de que seria perigoso retirar Tarcísio do jogo eleitoral de São Paulo. Isso porque, segundo empresários do setor de restaurantes, bares e vestuário, é sabido que os aliados do presidente Lula “virão com tudo”, principalmente caso o governador de São Paulo esteja fora da jogada. Como adiantou a coluna, o PT prepara uma chapa forte no maior colégio eleitoral do país, com vários nomes conhecidos e importantes de ministros, como Fernando Haddad, Simone Tebet e Geraldo Alckmin.
“Tebet poderia ser uma candidata forte, principalmente por ser mulher. Mas está na cena do crime com Lula, não poderíamos votar com ela. Alckmin, também voltou para a cena… Mas são bons nomes. Se o Tarcísio bobear, a gente perde”, disse um empresário à coluna.
Alguns até citam que ainda há um grupo mais resistente ao nome de Flávio, mas acreditam em mudança e em reversão de votos “ao verem Lula à frente nas pesquisas” e, principalmente, em um eventual segundo turno. “Não vai ter para onde ir”, afirmou outro.
Mais de um empresário ouvido pela reportagem também citou a construção da direita para 2026 como importante nesse possível cenário de segundo turno. O entendimento, até o momento, é que nomes que disputariam o primeiro turno – como Ronaldo Caiado, governador de Goiás, o mais citado – poderiam ajudar no convencimento dos resistentes a votar em Flávio em um segundo turno. Vale lembrar, no entanto, que Caiado se filiou ao PSD, de Kassab – que ja deu sinais de que não estará com o filho do ex-presidente. (Por Beatriz Manfredini)

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