O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP) Deyvid Bacelar (foto ilustração) convocou nesta quinta-feira (22/01) a população de Feira de Santana e o movimento estudantil para debater o aumento injustificado das passagens de ônibus no município, que, em sua avaliação, penaliza principalmente a classe trabalhadora que depende do ônibus para trabalhar.
“Esse valor de R$6,90 na sede do município e de R$6,60 nos distritos é injustificável, já que o serviço oferecido é péssimo. Inclusive defendemos que haja tarifa zero, já adotada em cerca de 100 municípios brasileiros. Fica essa dica para a prefeitura municipal enfrentar esse desafio de implantar a tarifa zero em Feira de Santana”, defendeu o sindicalista, que é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) e do Conselho de Participação Social (CPS) do governo Lula.
“Esse tema da tarifa zero no transporte público será um dos principais pontos de discussão no Congresso Nacional em 2026, ao lado do fim da escala seis por um”, ressaltou Bacelar. “É preciso classificar como boas práticas as gestões municipais que já aplicam a tarifa zero. O reajuste é injusto porque não houve aumento significativo no diesel e também não houve melhoria na frota dos ônibus, que andam superlotados, com atrasos, tem linhas insuficientes nas periferias. Tá mais do que na hora de termos esse debate na Câmara municipal de Feira de Santana”.
Bacelar defendeu que seja instalada uma frota de ônibus elétricos nas cidades brasileiras com tarifa zero. Ele voltou a defender também que a Bahia se torne uma referência mundial em refino verde no mundo. “A Bahia, que é um estado maior do que a França, é a maior geradora de energia eólica do país. Por que não aproveitar essa potencialidade que o estado tem como gerador de energias renováveis (eólica, solar e hidrelétrica) e avançarmos ainda mais? A demanda por energia renovável atualmente na Bahia é menor do que a energia gerada no estado”, pontuou. “Estamos exportando energia renovável para outros estados. Se tivéssemos uma frota de ônibus elétricos aqui no estado teríamos na Bahia uma demanda maior para esse tipo de energia.
Se a Bahia tem essas potencialidade para geração de energias renováveis, nós podemos ter no polo petroquímico uma refinaria sem uma gota de petróleo”.
Segundo ele, é possível “utilizar toda aquela água que sai da Cetrel para o emissário submarino no oceano atlântico, após o tratamento que é dado aos efluentes das empresas do polo petroquímico. Vamos quebrar a molécula da água a partir da hidrólise, e com a energia eólica vai se gerar o hidrogênio verde, limpo e renovável. Essas moléculas de hidrogênio, juntamente com outras moléculas de carbono oriundas do etanol da cana, do milho, do eucalipto, ou da captação de CO2 da própria atmosfera, vão gerar outros combustíveis, como o E Metanol, a amônia verde, a ureia verde, gasolina verde, ou combustível sustentável para aviação. Por tudo isso a Bahia pode se tornar a grande protagonista no mundo na produção de combustível verde”. (Ascom/Deydid Bacelar)

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