Morreu neste domingo (18), aos 73 anos, o ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann (foto ilustração). Ele morreu em Brasília, no Hospital DF Star, onde estava internado e em tratamento contra um câncer no pâncreas.
Jungmann chefiou os ministérios da Defesa entre 2016 e 2018 e da Segurança Pública em 2018, ambos durante o governo de Michel Temer. Antes disso, foi ministro do Desenvolvimento Agrário no governo de Fernando Henrique Cardoso (1999–2002), tornando-se um dos poucos políticos brasileiros a comandar três pastas ministeriais em diferentes áreas.
Natural de Pernambuco, Raul Jungmann teve longa trajetória parlamentar. Foi deputado federal pelo Estado em dois períodos (2003–2010 e 2015–2016) e vereador do Recife entre 2013 e 2014. Também presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Desde 2022, Jungmann ocupava o cargo de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Em nota, a entidade informou que o velório ocorrerá em cerimônia reservada, restrita a familiares e amigos próximos, conforme desejo manifestado pelo próprio Jungmann.
O Ibram destacou que Raul dedicou mais de cinco décadas à vida pública, com atuação marcada pelo compromisso com a democracia, o diálogo institucional e o desenvolvimento sustentável. À frente da entidade, Jungmann liderou uma agenda de transformação do setor mineral, com foco em princípios ambientais, sociais e de governança (ESG) e no papel estratégico da mineração na transição energética.
No último mês, em 23 de dezembro, Raul recebeu moção de louvor na Câmara, em reconhecimento à sua trajetória pública, “marcada pelo compromisso com a democracia, pela excelência na gestão governamental e pela valorosa contribuição ao Parlamento brasileiro”.
A homenagem destacou sua atuação como gestor e parlamentar e ressaltou a contribuição para o fortalecimento do Estado e da democracia brasileira.
O texto da justificativa afirmou que Jungmann dedicou a vida à construção de um Estado mais eficiente, com “excelência administrativa” e “firmeza legislativa”, lembrando sua passagem por autarquias estratégicas como o Ibama e o Incra, além de três mandatos como deputado federal.
A moção também destacou sua atuação no Executivo federal, com passagens pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Defesa e da Segurança Pública, onde foi apontado como responsável por legados duradouros, como a modernização das Forças Armadas e a estruturação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).
À época, a homenagem foi assinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que definiu Jungmann como um gestor competente e um parlamentar exemplar, de conduta republicana e compromisso com o interesse público. (congressoemfoco)

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