O prefeito de Correntina, Mariano Correntina (União Brasil – foto ilustração), foi chamado pelo TCM para se manifestar sobre suspeitas graves envolvendo a contratação de um posto de combustíveis que pode ter inflado, sem justificativa técnica, a compra de mais de 1,1 milhão de litros em apenas cinco meses. O caso envolve um contrato de R$ 7,1 milhões firmado por meio de credenciamento e levanta questionamentos sobre possível superestimativa de consumo e risco de prejuízo aos cofres públicos.
O alerta partiu da 25ª Inspetoria de Controle Externo, que apontou a ausência de estudo técnico preliminar para embasar o volume contratado — suficiente, segundo cálculos técnicos, para rodar mais de 7 milhões de quilômetros. Além disso, o processo chama atenção para um possível conflito de interesses: os sócios da empresa contratada ocupam cargos políticos relevantes, incluindo um deputado federal e um prefeito afastado por decisão do STF, ambos ligados ao mesmo partido do gestor municipal.
Diante da gravidade dos indícios, o conselheiro relator do TCM, Paulo Rangel decidiu adiar a análise do pedido de suspensão imediata do contrato até que o prefeito e a empresa apresentem esclarecimentos detalhados. O Tribunal de Contas dos Municípios determinou que as partes comprovem, em cinco dias, a real necessidade do volume contratado, com documentos como histórico de consumo, relatórios de abastecimento e contratos anteriores. A movimentação coloca pressão sobre a gestão municipal e mantém sob holofotes um contrato que pode se tornar um dos mais emblemáticos do ano na fiscalização das contas públicas do interior baiano. (Da Redação)

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