Os protestos no Irã deixaram mais de 500 mortos, segundo informações de um grupo de direitos humanos divulgadas neste domingo (11). Teerã ameaçou atacar bases militares americanas caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra suas ameaças de intervir em favor dos manifestantes. (Foto ilustração)
Enquanto os líderes religiosos da República Islâmica enfrentam os maiores protestos desde 2022, Trump tem repetidamente ameaçado intervir se a força for usada contra os manifestantes.
Segundo seus dados mais recentes — coletados por ativistas dentro e fora do Irã — o grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, afirmou ter verificado a morte de 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança, além de mais de 10.600 pessoas presas em duas semanas de protestos.
O Irã não divulgou um número oficial de mortos e a agência de notícias Reuters não conseguiu verificar os números de forma independente.
Trump seria informado por seus assessores na terça-feira (13) sobre opções em relação ao Irã, incluindo ataques militares, uso de armas cibernéticas secretas, ampliação das sanções e fornecimento de apoio online a fontes antigovernamentais, informou o Wall Street Journal neste domingo (11).
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou Washington contra “um erro de cálculo”.
“Sejamos claros: em caso de um ataque ao Irã, os territórios ocupados (Israel), bem como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos”, disse Qalibaf, ex-comandante da Guarda Revolucionária de elite do Irã.
A TV estatal mostrou dezenas de sacos para cadáveres no chão do Instituto Médico Legal de Teerã, afirmando que os mortos eram vítimas de eventos causados por “terroristas armados”, além de imagens de familiares reunidos do lado de fora do Centro Médico Legal de Kahrizak, em Teerã, aguardando para identificar os corpos.
Três fontes israelenses, presentes em consultas de segurança israelenses durante o fim de semana, afirmaram que Israel está em estado de alerta máximo para a possibilidade de qualquer intervenção americana.
Um oficial militar israelense disse que os protestos são uma questão interna iraniana, mas que as forças armadas de Israel estão monitorando os desdobramentos e prontas para responder “com força, se necessário”. (CNN)

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