Os preços do petróleo subiram US$1 por barril nesta segunda-feira, com os operadores avaliando o possível impacto sobre os fluxos de petróleo da Venezuela, que abriga as maiores reservas de petróleo do mundo, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. (Foto ilustração)
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$1,01, ou 1,66%, a US$61,76 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiu US$1, ou 1,74%, para US$58,32.
Ambos os índices de referência subiram mais de US$1 nas negociações do final da manhã, depois de terem caído mais de US$1 mais cedo em uma sessão agitada, com os investidores digerindo as notícias da captura de Maduro e de que Washington assumiria o controle do membro da Opep, cujas exportações de petróleo estavam sob um embargo dos EUA que permanece em vigor.
“A incógnita para o mercado de petróleo é como os fluxos de petróleo da Venezuela mudarão devido a ações dos EUA”, disseram os analistas da Aegis Hedging em uma nota.
O governo Trump não consultou as empresas petrolíferas Exxon Mobil ConocoPhillips ou Chevron sobre a Venezuela antes ou depois que as forças dos EUA capturaram Maduro, de acordo com quatro executivos do setor petrolífero familiarizados com o assunto, mas as reuniões agora estão planejadas para o final desta semana.
“Não acho que você verá outra empresa além da Chevron, que já está lá, você sabe, se comprometer a desenvolver esse recurso”, disse um dos executivos. (Por Georgina McCartney)

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