A operação que resultou na captura e prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças norte-americanas sob comando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou atritos e debates entre políticos e influenciadores de direita e esquerda no Brasil, em especial nas redes sociais. (Foto ilustração: governador de São Paulo, Tarcísio Freitas e Gleisi Hoffmann)
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT) criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Em entrevista no último sábado (3), Tarcísio afirmou que “existe um sentimento de que o regime de Maduro era insustentável. Fazia mal para a região, prejudicava os países vizinhos e tinha consequências para os demais países. Um regime ruim para a América do Sul em todos os sentidos”, declarou.
Questionado sobre o rechaço, por parte do governo Lula, à operação norte-americana, Tarcísio falou em “omissão” do Brasil. “Essa operação ocorre pela omissão dos países que não lideraram o processo. O Brasil poderia ter ajudado a Venezuela. Nunca houve, por parte do Brasil, a liderança nesses últimos anos para conduzir esse processo de transição, para que a Venezuela pudesse de fato migrar para uma democracia”, opinou.
Gleisi reagiu às declarações no X. “Tarcísio Freitas, que vestiu boné do Trump, comemorou o tarifaço que ele impôs contra o Brasil, apoiou a traição de Eduardo Bolsonaro à pátria, defendeu a anistia aos golpistas condenados, agora tem o desplante de responsabilizar Lula pela invasão dos EUA à Venezuela. É muito cinismo para um bolsonarista só”, escreveu a ministra.
Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) trocou insultos com o influenciador Jones Manoel, também na rede social X. Jones foi candidato ao governo de Pernambuco pelo PCB em 2022, quando teve 0,7% dos votos. Atualmente, ele cogita se filiar ao PSOL para tentar uma eleição a deputado federal. O político é conhecido por defender ideias mais radicais à esquerda no YouTube e em outras redes. Em 2020, seu nome ganhou projeção quando foi citado por Caetano Veloso como inspiração em entrevista a Pedro Bial. Posteriormente, participou de diversos debates, que tiveram repercussão na internet.
Ferreira postou uma montagem com a imagem do rosto de Lula sendo escoltado por militares dos Estados Unidos, de forma semelhante ao que teria ocorrido com Maduro. “Você está desejando que uma potência estrangeira invada o ‘teu País’ e sequestre o presidente eleito, mas fica de choro e ‘mimimi’ porque o banido do Bolsonaro foi preso com direito a julgamento e ampla defesa. É um verme completo, um imbecil”, respondeu Jones. Nikolas ironizou a crítica: “tão tá, qualquer coisa vai avisando a gente”. (Do Estadão Conteúdo)

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