Policiais militares e civis mataram 650 pessoas no estado de São Paulo de janeiro a outubro de 2025. Foi o segundo maior número de mortes provocadas por agentes de segurança nos últimos cinco anos –perde apenas para 2024, ano marcado pela Operação Verão, que teve um saldo oficial de 56 mortos e se tornou a ação mais letal da história da PM paulista desde o Massacre do Carandiru. (Foto ilustração)
Os números mostram que, com o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), houve uma inversão na tendência de letalidade policial no estado. A gestão anterior, comandada por João Doria (ex-PSDB), conduziu uma redução de 54% nas mortes provocadas por agentes de segurança de 2020 a 2022.
Num período equivalente sob Tarcísio, o estado teve alta de 69% na letalidade policial, considerando os meses de janeiro a outubro nas duas comparações –os dados de novembro de 2025 ainda não foram divulgados. Os números incluem casos em que os policiais estavam tanto em serviço quanto de folga.
Antes de o governador assumir o mandato, a estatística estava no patamar mais baixo dos últimos 20 anos.
Questionada, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que “todas as ocorrências dessa natureza são rigorosamente investigadas pelas Polícias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias, do Ministério Público e do Poder Judiciário” e que “desde 2023, mais de 1.200 agentes foram presos, demitidos ou expulsos por desvios de conduta”. (Tulio Kruse)

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