O governo teve alta na arrecadação de praticamente todos os impostos até novembro, segundo a Receita Federal. Entre eles, impostos sobre residentes no exterior, pessoa jurídica, retido na fonte, operações financeiras, PIS/Pasep e Cofins e outros. (Foto ilustração)
Para 2026, tem mais. É quando serão conhecidos os valores arrecadados junto a fintechs e bets, que acabam de ser implementados.
No ano passado, o Brasil já havia registrado a maior carga tributária em 20 anos.
A tributação sobre residentes no exterior, por exemplo, tem “surpreendido positivamente” em 2025, segundo o chefe da divisão de Previsão e Análise de Receitas, Fábio Avila de Castro. Esse tributo cresceu 15,39% de janeiro a novembro, na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com Castro, em entrevista coletiva sobre os resultados da arrecadação em novembro, o crescimento de brasileiros que moram lá fora foi calcado na arrecadação de royalties e assistência técnica, rendimentos do trabalho e também nos Juros sobre Capital Próprio (JCP).
Já os tributos com comércio exterior, com alta de 11,01% subiram por conta da taxa de câmbio, do volume em dólar das importações e das alíquotas efetivas médias tanto para o Imposto de Importação (II) quanto para o IPI vinculado.
Por sua vez, o crescimento com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 19,88% no ano foi chamado por Castro de “robusto”. A arrecadação com o IOF teve alta de R$ 12,9 bilhões em 2025, saltando de um total R$ 64,7 bilhões de janeiro a novembro de 2024 para R$ 77,5 bilhões em igual período deste ano.
Castro também disse que a alta do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), rendimentos de capital, de quase 3%, é um resultado “muito bom”. “Quando a gente considera que no ano passado tivemos R$ 13 bilhões de recolhimentos de fundos exclusivos, então a gente está comparando a base de 2025 com uma base bastante robusta de 2024”, disse. (Estadão Conteúdo)

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