A 157ª Zona Eleitoral de Feira de Santana concluiu o recebimento das alegações finais de todos os envolvidos na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apura supostos abuso de poder econômico, político, uso indevido de comunicação e captação ilícita de sufrágio no pleito municipal de 2024. Com a fase escrita concluída, o processo agora segue para manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE), etapa determinante antes do julgamento. (Foto ilustração: José Ronaldo, Pablo Roberto e Colbert Martins)
Na defesa dos investigados José Ronaldo (União Brasil) e seu vice Pablo Roberto (PSDB), assinada pelo advogado Guilherme Neto, a argumentação sustenta que não há provas robustas ou testemunhos que comprovem as supostas irregularidades atribuídas a eles. A defesa contestou as acusações envolvendo eventos com o artista Oh Polêmico, citados pelos autores como showmícios com grande estrutura e conotação eleitoral, e também rebateu alegações sobre fake news, distribuição de combustíveis, cestas básicas e compra de votos, classificando-as como genéricas e sem conexão direta com seus clientes.
O ex-prefeito Colbert Martins (DC), representado pelo advogado Ademir Ismerim, também apresentou defesa em sentido similar, afirmando que os eventos mencionados não foram atos de governo nem tiveram qualquer uso da máquina pública, e que a parte autora não trouxe prova documental de materialidade ou autoria de condutas que caracterizassem abuso de poder político. Para a defesa de Colbert, a simples realização de festas ou shows não configura ilícito eleitoral na ausência de participação política dos investigados.
Do lado dos autores, o deputado federal Zé Neto (PT) e a coligação “Pra Fazer o Futuro Acontecer”, com representação do advogado Fabrício Bastos de Oliveira, sustentam que há indícios de práticas que teriam desequilibrado a disputa, incluindo showmícios com Oh Polêmico, distribuição de benefícios no dia da eleição e estrutura organizada de desinformação. Com as alegações finais já nos autos, a Justiça aguarda a manifestação do Ministério Público Eleitoral, que deve analisar os argumentos e provas apresentados antes que o juiz eleitoral profira sua decisão. (Da Redação)

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