O deputado Gustavo Gayer (PL-GO-Foto) foi indiciado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de desvio de recursos da cota parlamentar e reagiu publicamente à decisão nas redes sociais. Em vídeos divulgados após a conclusão do relatório, o parlamentar negou a prática de irregularidades, ironizou a investigação e atribuiu o indiciamento a uma suposta perseguição do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do caso.
A PF indiciou Gayer pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato-desvio. Além do deputado, também foram indiciados o filho dele, de 22 anos, e integrantes de seu gabinete na Câmara dos Deputados. O relatório já foi encaminhado ao STF, instância responsável por analisar o caso em razão do foro privilegiado do parlamentar.
De acordo com a investigação, há indícios de que o grupo atuou de forma organizada para fraudar documentos com o objetivo de criar uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e, posteriormente, direcionar recursos públicos vinculados ao mandato para beneficiar a entidade. A operação da PF foi batizada de “Discalculia”, em referência às inconsistências identificadas nos documentos, como a utilização de datas retroativas e a inclusão de crianças, algumas com menos de dez anos de idade, no quadro societário da organização.
As apurações começaram a partir da análise do celular de um assessor de Gayer, João Paulo de Sousa Cavalcante, investigado no inquérito sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A partir desse material, a PF afirma ter encontrado indícios de desvio da cota parlamentar, verba destinada ao custeio de despesas do mandato, como aluguel de escritório político, transporte e alimentação. (congressoemfoco)

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