Em cerimônia concorrida, tendo como plateia de centenas de artistas, intelectuais, escritores, gestores e representantes de religiões de matriz africana e da católica, familiares e amigos, o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, foi condecorado pela Assembleia Legislativa da Bahia, na tarde desta quinta-feira (27), com o Título de Cidadão Baiano proposto pela deputada Fabíola Mansur (PSB). (Foto ilustração)
O ato foi aberto pela presidente da ALBA, deputada Ivana Bastos, que solicitou à Ebomi Nice e bailarina do Malezinho, Morenah Moara, a introduzirem o homenageado ao recinto, sob o canto da cantora baiana Márcia Short, interpretando cantigas de terreiro e emocionando os presentes. Ela elogiou a iniciativa da deputada proponente, “que tem um olhar firme, sensível e generoso, compromisso com a cultura, amor pela Bahia e coragem para reconhecer quem faz a diferença”.
Depois de receber o título, Bruno Monteiro manifestou profunda emoção e falou do vínculo com a Bahia que começou na infância, com a proximidade da sua casa com um centro de umbanda, frequentada por uma parte da família, sendo que a outra parte seguia a religião católica. “A Bahia veio nos ensinar que essa relação não só é possível, como é leve, como ela é linda e necessária”, disse.
Outro vínculo que o secretário teve com a Bahia aconteceu quando jovem, quando conheceu o carnaval pela televisão. “E foi o carnaval, foi a cultura que me acolheu, que foi aquela isca para a Bahia que me fez estabelecer uma relação que foi crescendo de forma muito concreta, de forma muito respeitosa. Porque a Bahia sempre foi um ensinamento de convivência, de acolhimento, de ancestralidade e de como as relações humanas podem se construir”.
Bruno lembrou o contato com a Bahia por meio do seu trabalho no governo da Presidente Dilma Rousseff “outra apaixonada pela Bahia”, quando conheceu o senador Jacques Wagner e sua esposa Fátima Mendonça, que se tornaram mais que amigos.
“Aí eu consegui, logo depois, conhecer os interiores, mergulhar nessa Bahia profunda, os territórios, a sua diversidade, todas as suas possibilidades, como a Bahia é divertida, como a Bahia é rica”, afirmou, destacando as festas de interior Por fim, Bruno Monteiro agradeceu à Casa pela reverência, ao governador Jerônimo Rodrigues
“por poder servir ao estado baiano”, à sua equipe na Secretaria de Cultura, aos familiares, e aos amigos presentes ao evento. “Ao longo desses três anos que eu sou secretário, em alguns momentos, para criticar o meu trabalho, muitas vezes recorreram à xenofobia, usando um artifício que não combina com a Bahia, porque se a Bahia é mãe, que acolhe, a terra da diversidade, que não tolera preconceitos, que não tolera exclusão. Mas, para esses e essas, eu digo, a partir de hoje, podem procurar um outro argumento, porque, a partir de agora, esse já não cola mais, porque eu sou baiano também! ”. (Ascom/ALBA)

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