Às vésperas da 57ª Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul, realizada nesta quarta-feira (26), Brasil e Paraguai formalizaram um novo Memorando de Entendimento (MoU) para ampliar e aprofundar a cooperação bilateral em saúde. O documento foi assinado pelo ministro brasileiro Alexandre Padilha e pela ministra paraguaia María Teresa Barán horas antes da transferência brasileira da Presidência Pro Tempore (PPT) da Saúde do bloco para o Paraguai. (Foto ilustração)
“Este acordo é mais um passo para proteger nossa população nas regiões de fronteira. Brasil e Paraguai fortalecem juntos a vigilância, o cuidado e a adaptação dos sistemas de saúde às mudanças climáticas, que já impactam nossos países. A cooperação integrada nos torna mais preparados e garante melhor assistência ao nosso povo”, afirmou Padilha.
O acordo atualiza as bases da cooperação sanitária entre os dois países e reforça compromissos assumidos desde os anos 1970, quando o primeiro tratado bilateral sobre saúde foi firmado. A nova etapa coloca foco em temas contemporâneos como saúde digital, vigilância de emergências, mudança climática, acesso a medicamentos e fortalecimento da atenção primária, pontos cruciais para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.
Agenda ampliada de cooperação
O memorando estabelece oito áreas prioritárias, entre elas:
– Atenção primária, com ênfase na Estratégia de Saúde da Família, saúde mental e políticas de alimentação saudável;
– Atenção especializada, com foco no cuidado em saúde mental;
– Vigilância em saúde e meio ambiente, incluindo ações conjuntas para arboviroses, controle de vetores, imunização e doenças sexualmente transmissíveis;
– Saúde digital, com intercâmbio tecnológico e modernização de sistemas;
– Ciência, inovação e tecnologia em saúde, com destaque para o acesso a medicamentos, incorporação tecnológica e economia da saúde;
– Saúde indígena, especialmente no fortalecimento das estratégias de imunização;
– Gestão do trabalho em saúde, com iniciativas de formação e regulação de recursos humanos;
– Saúde nas fronteiras, reforçando a articulação entre localidades vinculadas e o intercâmbio oportuno de informações sobre eventos prioritários;
A ampliação da agenda mira, segundo diplomatas que acompanham o processo, “harmonizar respostas sanitárias” em uma região marcada pelo intenso fluxo populacional e por assimetrias nos sistemas de atenção. (Edjalma Borges/Ascom/MS)

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