A Primeira Câmara Criminal, da Segunda Turma do Tribunal de Justiça da Bahia, vai julgar no dia 2 de dezembro o habeas corpus impetrado pelos presos na Operação Primus, que desarticulou um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro no estado. O principal alvo da ação, o empresário Jailson Couto Ribeiro (foto ilustração), o Jau, aguarda a análise do pedido após ter sido preso. A defesa busca reverter a prisão preventiva do empresário.
Além de Jau, também terão o habeas corpus julgado Wesley Márcio Duda, Gilvan Couto Ribeiro, Diego do Carmo Santana Ribeiro, Pedro Henrique Ramos Ribeiro, Israel Ribeiro Filho (preso no Rio de Janeiro) e Mário Kadow Nogueira (preso em São Paulo). Outras duas pessoas detidas na Bahia, cujas identidades não foram divulgadas oficialmente, também integram o grupo. Ao todo, nove investigados foram presos na operação, que teve desdobramentos em cidades como Feira de Santana, Salvador, Conceição do Jacuípe, Alagoinhas, Morro do Chapéu, Itaberaba e Iaçu.
A Operação Primus, coordenada pelo Draco-LD, identificou uma estrutura empresarial com cerca de 200 postos de combustíveis supostamente vinculados ao grupo, com forte suspeita de adulteração, irregularidades tributárias e ocultação patrimonial. Durante a ação, foram apreendidas pistolas, uma submetralhadora, munições, carregadores e cerca de dez veículos de alto padrão. A Polícia Civil também pediu o bloqueio de R$ 6,5 bilhões em bens móveis, imóveis e valores relacionados aos investigados. O julgamento do habeas corpus é aguardado com expectativa, especialmente pela defesa de Jau, apontado como líder do esquema. (Da Redação)

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