O Banco Central divulgou nesta terça-feira (11) a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano pela terceira vez consecutiva. Segundo o documento, o cenário para a inflação “segue desafiador” e a taxa básica de juros deverá permanecer elevada por um período “bastante prolongado” para assegurar a convergência da inflação à meta. (Foto ilustração: Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central)
O Comitê indicou que a taxa atual é suficiente para garantir a queda da inflação, mas destacou que não hesitará em retomar o ciclo de alta se julgar necessário.
A ata destaca que a inflação cheia e os núcleos mostraram arrefecimento recente, mas ainda acima da meta. A pesquisa Focus projeta inflação de 4,5% em 2025 e 4,2% em 2026, ambas acima do objetivo perseguido pelo BC.
O colegiado citou que o ambiente externo segue incerto, com destaque para a política econômica dos Estados Unidos, tensões geopolíticas e negociações comerciais entre Brasil e EUA.
“Manteve-se a visão de que a apreciação do câmbio está em parte relacionada ao diferencial de juros, em parte à depreciação da moeda norte-americana frente a diversas moedas. A avaliação predominante no Comitê é de que persiste maior incerteza no cenário externo e, consequentemente, o Copom deve preservar uma postura de cautela”, diz o documento.
No plano interno, o BC avalia que a atividade econômica dá sinais de moderação, como previsto, mas o mercado de trabalho segue resiliente. Segundo o Comitê, setores mais sensíveis ao crédito desaceleram de forma mais clara, enquanto segmentos impulsionados pela renda mostram maior resistência.
“O Comitê reforça que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta.” (Clarissa Lemgruber)

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