O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, disse nesta sexta-feira (31/10) que a posse de Guilherme Boulos como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência pode facilitar a interlocução entre a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a atual gestão executiva da Petrobras no processo de negociação coletiva que está em andamento. (Foto ilustração)
De acordo com Bacelar, que também é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável do governo Lula (o chamado “Conselhão”) e do Conselho de Participação Social (CPS), a presença de Boulos no governo representa a força dos movimentos sociais, populares e sindicais. “O ex-ministro Márcio Macedo (PT-SE) organizou e estruturou a participação social. Boulos assume agora para que nós tenhamos uma capacidade ainda maior de mobilização da sociedade brasileira a partir dos movimentos sociais”, destacou Bacelar.
Ele disse também que a FUP deverá se encontrar com o ministro nos próximos dias e vai sinalizar que a Petrobras tem sido intransigente na negociação coletiva que está em andamento. “O principal tema é uma solução definitiva para os planos de equacionamento do déficit de R$42 bilhões no nosso fundo de pensão, a Petros, que é o segundo maior do país. Precisamos que isso se resolva imediatamente”, frisou Bacelar.
Ele avalia que, se a situação continuar como está, existe a possibilidade de a categoria petroleira realizar uma paralisação em pleno governo do presidente Lula. “Temos nossa independência diante dos governos e dos patrões, mas nós gostaríamos de evitar isso”, alertou.
Outro problema que vem sendo tratado com a Petrobras é também muito grave, segundo o sindicalista. “Aqui na Bahia, estamos enfrentando processos demissionais de 150 trabalhadores e trabalhadoras no Polo Bahia Terra. É inadmissível que isso esteja ocorrendo no governo do presidente Lula”, ressaltou.
“Nós, petroleiros e petroleiras, ajudamos a construir o programa de governo do presidente Lula. Esperamos que o ministro Boulos, a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) encontrem uma solução o mais rápido possível para essa negociação coletiva com a gestão executiva da Petrobras”.

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