Aliados próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enxergam um jogo arriscado do petista em subir neste momento o tom do discurso sobre a agenda internacional. (Foto ilustração: Lula e Trump)
No sábado (19), em evento em São Bernardo do Campo, Lula disse que não vai aceitar que “outro país ouse falar grosso com o Brasil”.
A declaração ocorre poucos dias após a primeira reunião entre Brasil e Estados Unidos para destravar a negociação a respeito do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump.
De acordo com interlocutores, Lula já havia defendido internamente que não se deve “baixar a cabeça” para os Estados Unidos e entende que a postura firme em defesa da soberania nacional elevou o Brasil na negociação.
A primeira conversa entre Brasil e Estados Unidos, ocorrida na semana passada entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário americano Marco Rubio, apontou para um possível encontro entre Lula e Trump já nas próximas semanas.
Havia expectativa de que eles pudessem se reunir em uma agenda comum na Malásia no fim do mês.
Mas já se especula a possibilidade de outro formato para a reunião, dado o prazo apertado e a incerteza sobre a viagem de Trump ao país asiático. (CNN)

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