O então novo primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, renunciou nesta segunda-feira (6) apenas 14 horas depois de nomear seu novo gabinete, após aliados e opositores ameaçarem derrubar seu governo, o que provocou uma forte queda nas ações francesas e no euro. (Foto ilustração: presidente da França, Emmanuel Macron)
Sua rápida renúncia foi inesperada e sem precedentes, marcando mais um grande aprofundamento da crise política na França.
A extrema-direita, representada pelo partido Reunião Nacional, imediatamente pediu ao presidente Emmanuel Macron que convocasse eleições parlamentares antecipadas.
Após semanas de consultas com partidos de todo o espectro político, Lecornu, aliado próximo de Macron, havia nomeado seus ministros neste domingo (5) e o primeiro encontro do novo gabinete estava previsto para a tarde desta segunda-feira.
No entanto, a nova composição do governo desagradou tanto à oposição quanto aos aliados, que a consideraram ou conservadora demais ou insuficientemente conservadora. Isso levantou dúvidas sobre quanto tempo o gabinete resistiria, em um momento em que a França já está mergulhada em uma crise política profunda, com nenhum grupo detendo maioria em um parlamento fragmentado.
Lecornu entregou sua carta de renúncia a Macron na manhã de segunda-feira. “O senhor Sébastien Lecornu apresentou a renúncia de seu Governo ao Presidente da República, que a aceitou”, informou o gabinete de imprensa do Palácio do Eliseu. (Reuters)

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