As crianças nascidas no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), passam por procedimentos considerados padrão nos minutos iniciais após o parto. Primeiro, é estimulado o contato pele a pele, que representa um momento crucial de conexão do recém-nascido com a mãe. Somente após este momento é que ocorre o clampeamento oportuno do cordão umbilical. Mas é, em seguida, que o bebê e puérpera podem vivenciar um dos momentos mais lindos desta nova relação, simbolizando o início da nutrição, da proteção e do vínculo afetivo que passam a construir: a amamentação. (Foto ilustração)
Com Benício foi assim. Ele nasceu nesta segunda-feira (04), no Centro de Prato Normal (CPN), acompanhado por parente e pela equipe de enfermeiras obstetras da instituição. Menos de 10 minutos após o nascimento, ele já se beneficiava do leite materno. “Era um momento muito esperado por mim”, revela Lorrana Oliveira Couto, de 22 anos, mãe de Benício. “Eu queria viver esta experiência real, criar um vínculo ainda maior, sentir este momento de um conhecer o outro de verdade”, resume a experiência vivida.
Estímulo diário
No Materno-Infantil, a amamentação é incentivada diariamente por uma equipe de multiprofissionais, que inclui enfermeiras, médicos, nutricionistas e fisioterapeutas. Mas há situações em que a amamentação não é recomendada ou precisa ser suspensa temporariamente. As razões geralmente estão ligadas à saúde da mãe, como infecções graves ou o uso de medicamentos específicos, e, em alguns casos, a condições de saúde do bebê.
No entanto, a enfermeira Danielle Patrocínio, coordenadora do CPN, destaca que um dos parâmetros para se obter o título de Hospital Amigo da Criança é de que haja um estímulo permanente à amamentação. No HMIJS, única maternidade 100% SUS do sul da Bahia, os números apontam para um resultado bastante positivo deste trabalho. No primeiro semestre deste ano, o percentual de amamentação na primeira hora em partos normais foi de 91,54%. No mesmo período, em partos cesarianos, o índice foi de 74,47%, considerando o procedimento cirúrgico com anestesia e as condições pós-parto da paciente. (Ascom/Sesab)

No Comment! Be the first one.