O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-Foto) registrou uma leve recuperação de sua popularidade em junho, alcançando o maior percentual de aprovação do governo contabilizado neste ano, de 47,3%. Os dados são da pesquisa realizada pela AtlasIntel e Bloomberg, em relatório divulgado pela Latam Pulse nesta terça-feira. Com a margem de erro de dois pontos percentuais, Lula oscilou no limite em comparação à última pesquisa, de maio, quando marcou 45,4%.
A desaprovação do petista também variou em dois pontos percentuais, contabilizando 51,8% agora ante os 53,7% registrados no mês anterior. A avaliação do governo, por sua vez, teve ainda menor oscilação: hoje, 51,2% classificam o governo como ruim/péssimo, enquanto em maio esse índice correspondia a 52,1% dos entrevistados. Já os que consideram a gestão petista como ótima/boa eram 41,9%, mas correspondem atualmente a 41,6%.
Disputa eleitoral em 2026
Em um cenário hipotético de primeiro turno em 2026 com os mesmos candidatos de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contabiliza 46% das intenções de voto e aparece empatado tecnicamente com o Lula, com vantagem de 1,6 pontos percentuais sobre o petista, que tem 44,4%. A diferença entre os dois, no entanto, é inferior aos 2,8 pontos contabilizados no mês passado.
Sem Bolsonaro na simulação do primeiro turno, Lula registra 44,6% e sai na frente de outras opções da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem 34%. Nesse cenário, alternativas como Pablo Marçal (PRTB) e os governadores Romeu Zema (Novo), Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Eduardo Leite (PSD) contabilizam individualmente menos de 5%.
Já em um terceiro cenário, sem Bolsonaro e Tarcísio, o desempenho mais alto da direita fica a cargo da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), que teria 30,4%. Ela, no entanto, fica atrás de Lula, que contabilizaria 45% das intenções de voto.
A pesquisa ouviu 2.621 entre entrevistados entre os dias 27 e 30 de junho e tem o nível de confiança em 95%. O estudo se propõe a fornecer uma análise precisa das dinâmicas políticas no Brasil e em outros cinco países da América Latina. No Brasil, o estudo integra um conjunto de indicadores que inclui índices de aprovação presidencial, polarização política e risco social. (oglobo)

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