O Observatório da Economia Criativa (Obec), coordenado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), deu início às investigações em campo da “Pesquisa Patrimônio Cultural, Economia e Sustentabilidade”, uma parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). (Foto ilustração)
A iniciativa inédita em âmbito internacional visa identificar as dinâmicas econômicas associadas ao patrimônio cultural brasileiro e como elas contribuem para a sua sustentabilidade, preservação, salvaguarda e promoção.
Viabilizada por um Termo de Execução Descentralizada (TED) celebrado no final de 2023 entre o Iphan e a UFRB, com vigência de três anos e aporte de R$ 1,5 milhão, a pesquisa contribui para a superação da escassez de dados e informações sobre a dimensão econômica do patrimônio cultural brasileiro, fornecendo subsídios importantes para políticas públicas e estudos futuros.
De acordo com a professora da UFRB Daniele Canedo, coordenadora do Obec e da “Pesquisa Patrimônio Cultural, Economia e Sustentabilidade”, a expectativa é que os resultados gerados ajudem a fortalecer as políticas públicas e as ações da sociedade civil para a proteção e salvaguarda do patrimônio cultural no Brasil, contribuindo para a gestão integrada e sustentável desses bens.
O recorte do estudo é composto por 12 bens culturais materiais e imateriais reconhecidos como Patrimônio Mundial e da Humanidade pela Unesco: os Centros Históricos de Olinda (PE), de Salvador (BA), de São Luís (MA); a Praça São Francisco, em São Cristóvão (SE); o Parque Nacional Serra da Capivara (PI); as Ruínas de São Miguel das Missões (RS); o Complexo Cultural do Bumba meu Boi do Maranhão (MA); o Círio de Nossa Senhora de Nazaré (PA); a Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi (AP); o Frevo (PE); o Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA); e a Roda de Capoeira (abrangência nacional)

No Comment! Be the first one.