A semana foi de volatilidade para os preços dos cafés nas bolsas internacionais e, depois de começar o dia com quase 3% de alta na Bolsa de Nova York, os futuros do arábica inverteram o sinal e terminaram o pregão desta sexta-feira (6) em queda. As perdas entre as posições mais negociadas ficaram entre 0,6% e 0,7%, com o julho valendo 357,45 cents de dólar por libra-peso e o setembro com 354,75 cantavos/lp. (Foto ilustração)
Apesar do recuo, o mercado testou altas importantes ao longo desta semana, exibindo um movimento de correção técnica depois de ter testado, nos últimos dias, suas mínimas em dois meses, mas também refletindo algumas preocupações em relação à oferta da safra 2025/26. Com as altas fortes observadas mais cedo, o mercado testou suas máximas em duas semanas.
“Em nossa opinião, no mercado cafeeiro, os fundamentos permanecem os mesmos: baixos estoques, clima irregular e equilíbrio precário entre produção e consumo mundial. A aproximação do período de inverno no hemisfério sul complica esse cenário”, afirma Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes.
As previsões climáticas apontam para a chegada de uma nova massa de ar polar ao Brasil, a qual poderia baixar as temperaturas de forma considerável nas principais regiões cafeeiras de Minas Gerais. Embora não haja, até este momento, previsão de geadas para as principais regiões produtoras, o frio intenso mantém os cafeicultores em alerta e, consequentemente, o mercado também.
Apesar do frio, não há, todavia, preocupações com chuvas para as regiões produtoras de café nos próximos dias. “Apenas a nebulosidade deve ficar variável e a umidade do ar ficar mais elevada. A tendência é de predomínio do tempo seco sobre a maior parte das áreas produtoras de café até o início da próxima semana. Apenas áreas do Paraná deve enfrentar chuvas moderadas”, informa a Climatempo. (Carla Mendes)

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