Segundo o analista de mercado da The Price Futures Group, Jack Scoville, os preços ainda estão muito altos no geral, e seguem refletindo uma oferta restrita e as preocupações, principalmente, com a produção de Arábica na América Latina. (Foto ilustração)
No início desta semana, o USDA divulgou dados que apontam para uma queda na produção de café arábica no ano-safra 2025/26 nos principais países produtores da variedade. Diante de condições climáticas adversas ao longo de 2024 no Brasil (especificamente em Minas Gerais), que prejudicaram o desenvolvimento dos frutos, a produção de arábica no país foi estimada em 40,9 milhões de sacas, contabilizando uma redução de 6,4% em relação à safra anterior. Outro grande produtor mundial da variedade, a Colômbia, enfrentou padrões de chuvas intensas, que prejudicaram a maturação das flores e, consequentemente, a produção foi impactada e apresenta uma redução de 5,3%, contabilizadando um total de 12,5 milhões de sacas para safra/25.
De acordo com boletim do Escritório Carvalhaes, as projeções mais otimistas para a produção brasileira de café em 2025 ainda apontam para um cenário tão apertado como o atual no novo ano-safra que começará em julho. “Nossos estoques de passagem no final de junho serão historicamente baixos, e os maiores números de produção lançados no mercado apontam para uma safra 2025/2026 com tamanho próximo ao da atual safra 2024/2025. O equilíbrio precário entre produção e consumo global vai continuar”, destacou ainda o documento. (Por Raphaela Ribeiro)

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