Os preços do café passaram a trabalhar em lados opostos nas bolsas internacionais no início da tarde desta quinta-feira (15) com o arábica avançando em mais de 2% em NY, e o robusta recuando moderadamente nos futuros mais próximos. (Foto ilustração)
Segundo o analista de mercado da Archer Consulting, Marcelo Moreira, o mercado segue trabalhando com uma safra brasileira 25/26 entre 12-20% acima da estimativa atual da Conab. Segundo relatos de vários produtores que já começaram a colheita do café arábica o rendimento está péssimo. “Antes era necessário 7-9 medidas para fazer 1 saca de café de 60 kgs e, por enquanto, está sendo necessário entre 11-13 medidas para fazer 1 saca. Os grãos estão miúdos, mais leves, e a quebra no rendimento quando confirmada deverá gerar muita sustentação aos preços” completa o analista em publicação para o portal Investing.
De acordo com boletim do Escritório Carvalhaes, mesmo com as projeções mais otimistas da produção brasileira de café em 2025, seguimos com um cenário tão apertado como o atual no novo ano-safra que começará em julho. “Nossos estoques de passagem serão historicamente baixos, e os maiores números de produção lançados no mercado apontam para uma safra 2025 com tamanho próximo ao da atual safra. O equilíbrio precário entre produção e consumo global vai continuar no ano-safra 2025/2026”, destaca ainda o documento. (Por Raphaela Ribeiro)

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