Um levantamento do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) revela que São Paulo abriga cerca de 40% dos contribuintes que poderão ser atingidos pela proposta de tributação adicional do Imposto de Renda (IR) sobre a alta renda. Somadas, as regiões Sul e Sudeste concentram 80% do total de declarantes enquadrados nessa categoria. (Foto ilustração)
A proposta foi apresentada pelo Ministério da Fazenda como uma forma de equilibrar a desoneração do IR para a faixa de renda mais baixa. A medida prevê isenção para rendimentos de até R$ 5 mil mensais e redução parcial para ganhos de até R$ 7 mil. Para compensar essa renúncia fiscal, o governo propõe a criação de uma alíquota mínima de IR para contribuintes com rendimentos superiores a R$ 50 mil por mês.
Alta renda: perfil e concentração geográfica
Segundo o Sindifisco, há dois critérios para enquadramento na nova tributação: rendimento mensal superior a R$ 50 mil e pagamento efetivo de IR abaixo do esperado para essa faixa. Estima-se que 144 mil pessoas estejam no radar da Receita, embora o sindicato aponte um número maior, de 238 mil contribuintes.
A maior parte desses declarantes está concentrada em São Paulo, seguido pelos demais estados das regiões Sul e Sudeste. O estudo mostra ainda que o Centro-Oeste concentra cerca de 9% desses contribuintes, o Nordeste, 9,2%, e o Norte, apenas 2,5%, com destaque para o Pará.
Essa distribuição geográfica está diretamente ligada à concentração de renda isenta — como lucros, dividendos e aplicações financeiras — típica de regiões com maior atividade empresarial e estrutura de holdings. (Izabella Miranda)

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