Desta segunda-feira dia 5, até o próximo dia 9, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), através da Divep- Diretoria de Vigilância Epidemiológica, recebe a visita técnica da equipe do Programa Nacional de Vigilância e Controle da Esquistossomose (PCE). O evento, que acontece na Escola Pública de Saúde da Bahia (ESPBA), em Salvador, foi aberto esta manhã pela Superintendente da Suvisa (Superintendência de Vigilância Sanitária), Rívia Mary Barros; pelo vice-diretor de pesquisas da FIOCRUZ, Ricardo Riccio e por Sérgio Andrade, do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da saúde. (Foto ilustração)
A iniciativa tem como objetivo capacitar técnicos das Regionais de Saúde da Bahia, preparando-os para atuarem como multiplicadores do programa em seus territórios, contribuindo para o fortalecimento das ações de vigilância, prevenção e controle da esquistossomose no estado.
“Precisamos trabalhar juntos, todos os 3 entes federados, para mitigar as dificuldades para aprimorar os sistemas informatizados de informação, porque os dados são essenciais para o planejamento do trabalho a ser feito para eliminar a esquistossomose de nosso estado, e temos muito a fazer”, enfatizou Rívia Mary.
A ação é promovida pelo Programa Nacional de Vigilância e Controle da Esquistossomose, em parceria com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP/SESAB), tendo a participação de instituições parceiras para visitas técnicas e práticas como, o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (LACEN/BA), o Instituto Gonçalo Moniz – Fiocruz Bahia e a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS).
Segundo Ricardo Riccio, da Fiocruz, “esse tema é recorrente nas pesquisas que conduzimos e acho muito importante investir na educação e na formação de nossos ACE – Agentes de Combate à Endemias, afinal, são eles que estão nos territórios, nos ajudando a levantar as investigações”, disse o vice-diretor de Pesquisa.
Já o dirigente do Ministério da saúde, Sérgio Andrade, realçou que vem lutando por melhorias nos sistemas de informação para fortalecer as ações de combate às endemias. “O que ocorre hoje é que muitos municípios estão executando ações, mas os dados não são notificados no sistema, e, dessa forma, não temos como saber qual é a realidade nos municípios”, concluiu Andrade.
A programação contará com atividades teóricas e práticas, incluindo o uso do Sistema de Informação do PCE (SISPCE) e a realização de ações de vigilância malacológica em campo, reforçando o compromisso com a qualificação técnica e o enfrentamento da doença nos territórios baianos.
Esquistossomose, afinal posso adoecer?
A Esquistossomose é uma doença parasitária, que pode se manifestar nas fases aguda e crônica e cujo hospedeiro intermediário é o caramujo, portanto é uma doença muito comum em territórios com insuficiência de saneamento básico, mas também ocorre com frequência em visitantes adeptos do turismo de natureza ou rural, após consumo e contato com água inadequada para uso humano.
“Há no mundo, 200 milhões de pessoas infectadas e outas 700 milhões com risco de adoecer”, afirmou Reagan Nzundu Boigny, cientista congolês que faz parte da equipe técnica do Ministério das Saúde, em visita a Salvador. De acordo com o técnico, na Bahia cerca de 200 municípios são endêmicos-focais para a esquistossomose. (Ascom/Suvisa)

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