O dólar interrompeu a sequência de perdas ante o real com fortalecimento da moeda ante divisas globais, com o aumento das incertezas sobre a guerra comercial. (Foto ilustração)
Nesta terça-feira (15), o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,8900, com alta de de 0,66% ante o real.
O movimento acompanhou a tendência vista no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, subia 0,53%, aos 100,151 pontos — depois de cinco quedas consecutivas e atingir a mínima em três anos.
O que mexeu com o dólar?
O dólar começou a sessão em forte queda ante o real, acompanhando a valorização das moedas latino-americanas com apoio da alta do minério de ferro, na China, e a “trégua” tarifária dos Estados Unidos.
Mas, ao longo da sessão, a divisa norte-americana recuperou as forças frente as moedas globais e a fraqueza do petróleo — pressionado pelo corte na previsão de crescimento da demanda do óleo pelo Agência Internacional de Energia (AIE), um dia após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) também reduzir as estimativas de demanda da commodity.
O temor de escalada da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China voltou a ser um fator de risco após o presidente norte-americano, Donald Trump, acusar Pequim de descumprir acordo com os agricultores e com a Boeing. (Liliane de Lima)

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