Um dia depois de a Eletrobras (ELET3) ter assinado um termo de conciliação com a União sobre a limitação do poder de voto dos acionistas a 10%, o governo Lula indica o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega (foto ilustração), para o conselho fiscal da companhia.
O conselho fiscal para o qual Mantega foi indicado é um órgão fiscalizador independente, enquanto o conselho de administração é o colegiado que define a estratégia da empresa.
Para o conselho de administração, o governo indicou outros três nomes: Silas Rondeau, Maurício Tomalsquim e Nelson Hubner — todos se posicionaram contra a privatização da Eletrobras.
Atualmente, Tomalsquim é diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras (PETR4), o que abre uma brecha para a argumentação de que pode haver conflito de interesse nessa indicação.
Os quatro ocuparam cargos em governos do PT, de ministros das Minas e Energia, ou na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Os indicados pelo governo vão à votação na assembleia geral ordinária da Eletrobras marcada para 27 de abril.
Mantega na Vale
Antes de indicar Mantega para o conselho fiscal da Eletrobras, o governo tentou emplacar Mantega na presidência da Vale (VALE3).
Na época, a iniciativa derrubou as ações da mineradora e o governo acabou recuando depois de a indicação ser envolta em polêmica. Gustavo Pimenta acabou assumindo o comando da Vale no lugar de Eduardo Bartolomeo. (Com informações de O Globo)

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