O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em conversa com jornalistas nesta sexta-feira (21), anunciou uma Medida Provisória (MP) que libera em torno de R$ 4 bilhões em crédito extraordinário para o Plano Safra. (Foto ilustração)
A liberação ocorreu após um ofício do Tesouro Nacional encaminhado às instituições financeiras determinar a suspensão dos financiamentos agrícolas subvencionados no Plano Safra 2024/2025.
“Eu conversei com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e o presidente Lula. O presidente Lula pediu uma solução imediata para o problema. O fato de não termos um orçamento aprovado coloca problemas na execução orçamentária e poderia comprometer o andamento do Plano Safra. Com isso, estamos editando um MP que atende linhas de crédito do programa”, explicou
Haddad reforçou que o crédito extraordinário está dentro dos limites do arcabouço fiscal.
“Lamentavelmente, o Congresso ainda não apreciou o orçamento. A informação que eu tenho, que sequer o relatório foi apresentado ainda ou será apresentado no curto prazo. Segundo o presidente do TCU, sem essa solução, não haveria a possibilidade da execução do Plano Safra. Semana que vem as linhas serão normalizadas”, disse.
Banca ruralista lamenta corte no Plano Safra
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) lamentou o corte das linhas, apontando que o Plano Safra atual foi anunciado como “o maior” da história, mas “no momento em que os produtores ainda colhem a primeira safra e iniciam o plantio da próxima, os recursos já se esgotaram”.
“Culpar o Congresso Nacional pela própria incapacidade de gestão dos gastos públicos não resolverá o problema. A má gestão impacta no aumento dos juros e impede a implementação total dos recursos necessários”, disse a FPA, após integrantes do governo afirmarem que as linhas foram cortadas pela demora na aprovação da LOA. (Por Pasquale Augusto)

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