O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto ilustração), afirmou nesta segunda-feira (6) que não há discussão no governo que envolva mudanças no regime cambial ou que passe por aumento de impostos para conter a saída de dólares do país.
Ao ser perguntado sobre essa possibilidade em entrevista a jornalistas após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad disse que o câmbio tende a se acomodar, citando chance de o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, moderar propostas feitas durante a campanha eleitoral.
“Nós tivemos um estresse no final do ano passado, no mundo todo, tivemos um estresse também no Brasil. Hoje mesmo o presidente eleito dos Estados Unidos deu declarações moderando determinadas propostas feitas ao longo da campanha, é natural que as coisas se acomodem”, disse.
“Mas não existe discussão de mudar regime cambial no Brasil, nem de aumentar imposto com esse objetivo”.
A moeda brasileira passou por forte depreciação no fim do ano passado, com questionamentos sobre a responsabilidade fiscal do governo e a sustentabilidade da dívida pública, e em meio a uma forte saída de dólares do país que levou o Banco Central a intervir no câmbio.
O movimento no mercado doméstico também refletiu uma valorização global do dólar, diante da expectativa de que a política econômica de Trump possa ter efeito inflacionário, justificando um juro mais elevado nos EUA.
Nesta segunda-feira, o dólar recuava ante o real, em linha com as fortes perdas da moeda norte-americana em todo o mundo, com investidores reagindo a uma notícia indicando que Trump deve adotar uma abordagem mais moderada na implementação de prometidas tarifas de importação. (Reuteres)

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