O ministro da Defesa, José Múcio, está decidido a deixar o cargo, apesar do pedido do presidente Lula para que permaneça por mais algum tempo. Múcio desempenhou um papel crucial ao acalmar os ânimos nas Forças Armadas durante a transição de governo e nos momentos tensos após os ataques de 8 de Janeiro. (Foto ilustração: Lula e José Múcio)
A reforma ministerial pode começar justamente por essa mudança. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, desponta como o principal nome para assumir a pasta da Defesa. Com isso, Alckmin deixaria o comando do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), abrindo caminho para Rodrigo Pacheco, do PSD, ocupar a vaga.
Presidente do Senado, Pacheco tem sido um aliado estratégico para o governo, especialmente neste fim de 2024. “Falas ponderadas, agilidade nas votações e pouco ruído” são algumas das qualidades atribuídas a ele, segundo uma fonte do Planalto.
A presença de Pacheco no governo fortaleceria o jogo político em Minas Gerais, um estado-chave para a aliança partidária e para uma eventual candidatura de Lula à reeleição. Ao mesmo tempo, o MDB alimenta o desejo de ter Pacheco como candidato ao governo mineiro, movimento que poderia equilibrar as forças internas do partido, predominantemente alinhadas à direita em estados do Sul e do Sudeste. Exemplos dessa tendência são Ricardo Nunes, prefeito reeleito de São Paulo, e Sebastião Melo, prefeito reeleito de Porto Alegre. (r7)

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