O processo de militarização das escolas de São Paulo, que será retomado em 2025, foi marcado até agora por disputas internas nas escolas, incluindo hostilidades, episódios de repressão a professores e estudantes contrários ao projeto e pressões externas. Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, derrubou uma decisão da Justiça estadual e liberou liminarmente o governo a recomeçar a implementação. Na próxima sexta-feira, o plenário do STF começa o julgamento sobre sua constitucionalidade. (Foto ilustração)
Cerca de 300 diretores de escolas estaduais manifestaram o interesse em adotar o modelo cívico-militar. Os planos do governo de São Paulo são de militarizar 45 colégios a partir de 2026. Para isso, professores, pais de alunos até 16 anos e estudantes acima dessa idade das unidades educacionais precisam aceitar o modelo por meio de uma votação.
Criada na década de 1990 em Goiás, a escola cívico-militar virou política pública nacional em 2019 no governo Jair Bolsonaro. Em 2023, o presidente Lula determinou o fim do programa, mas estados e municípios criaram leis locais para seus projetos.
Segundo a pesquisa “A cara da democracia”, feita pelo Instituto da Democracia, que reúne especialistas de UFMG, Unicamp, UnB e Uerj, 60% dos brasileiros apoiam a militarização das escolas e 30% são contra. O levantamento, porém, não diferencia o modelo militar do cívico-militar — o primeiro é direcionado a filhos de militares e tem professores e regras militares; no outro, há rotinas semelhantes às de quartéis e os militares atuam em funções não pedagógicas, como a inspetoria. (Agência Globo)

No Comment! Be the first one.