A Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) está disponibilizando equipes técnicas, em regime de plantão, nas Escolas Municipais situadas 11 localidades de Salvador para atender indivíduos e famílias atingidas pelas consequências das chuvas. As estruturas estão situadas em Saramandaia, Bom Juá, Voluntários da Pátria (Lobato), Baixa do Cacau (São Caetano), Vila Picasso (Capelinha de São Caetano), Calabetão, Bosque Real e Olaria (Sete de Abril), Moscou (Castelo Branco), Irmã Dulce (Cajazeiras VII) e Mamede (Alto da Terezinha). (Foto ilustração)
Além de acolhimento provisório, em local seguro, a equipe está atuando para suprir necessidades emergenciais, como alimentação e higiene e também no encaminhamento para o recebimento de auxílios socioassistenciais, caso necessário. Até o momento, uma idosa está acolhida na Escola Municipal Coração de Jesus, na Baixa do Cacau e cinco pessoas (quatro adultos e uma criança) estão acolhidas na Escola Professora Eufrosina Miranda, no Lobato.
Um desses adultos é o Tiago Jesus Santana, que chegou nessa última unidade de ensino nas primeiras horas da manhã, na companhia da esposa e do filho de apenas dois anos. Morador da comunidade Campo da Pedreira, também no Lobato, essa é a terceira vez que ele se abriga na escola.
“Vim para cá porque o barranco deslizou, e nós morávamos na parte de baixo. Outros moradores da área também vieram para o abrigo, pois a situação ficou muito perigosa. Nossa casa desabou completamente. Ontem à noite, já estávamos em alerta, sem dormir, porque quando a sirene toca, um avisa o outro: ‘Presta atenção!’. Como nossa casa ficava numa área de risco, a gente já sabia que poderia precisar sair a qualquer momento. Ficamos atentos e, pela manhã, quando os deslizamentos começaram, decidimos vir para a escola”, contou Santana.
Prontidão – Na unidade de ensino, até a tarde desta quarta, duas salas estavam preparadas para receber os moradores, mas com a possibilidade de outras serem abertas ao longo da noite caso haja a necessidade de assistir mais famílias. No local, a população recebe alimentação, colchões, lençóis, travesseiros e material de higiene.
A assistente social Lucimeire Santos, da Diretoria de Proteção Social Especial (DPSE), vinculado à Sempre, afirmou que as famílias precisam procurar uma escola para abrigo assim que ouvir soar a sirene de alerta da Defesa Civil. “A Codesal já identificou que aquela região precisa ser acompanhada. Assim, uma sirene é instalada para ser acionada quando necessário. Quando a sirene toca, a Prefeitura mobiliza as equipes para disponibilizar abrigos para as famílias que precisam sair das suas residências”, explicou. (Secom/PMS)

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