O dólar à vista (USDBRL) estendeu os ganhos pela sexta sessão consecutiva e renovou a máxima do ano nesta sexta-feira (1º), com a crescente cautela com o cenário fiscal e a proximidade das eleições nos Estados Unidos. (Foto ilustração)
Na comparação com o real, a moeda norte-americana encerrou as negociações a R$ 5,8694 (+1,53%) — no maior patamar desde maio de 2020. Durante o pregão, a divisa bateu máxima a R$ 5,8738— o maior nível desde o começo da pandemia.
O desempenho acompanhou a tendência vista no exterior. O indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, teve alta de 0,34% hoje.
Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 2,88%.
O que mexeu com o dólar?
O dólar à vista ganha força ante o real com a percepção do mercado de que o governo “está demorando” para anunciar novas medidas de contenção dos gastos públicos.
Na última quarta-feira (3o), ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que houve convergência com a Casa Civil em torno da elaboração de medidas para controle de despesas públicas. O chefe da pasta econômica, porém, não deu prazo para a apresentação.
As incertezas sobre a data do anúncio aumentou após a Folha de S. Paulo divulgar que Haddad viaja à Europa na segunda-feira (4) e só deve retornar ao Brasil na madrugada de sábado (9). (Liliane de Lima)

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