O mercado financeiro está prestes a receber uma novidade em títulos de renda fixa. A LCD (Letra de Crédito de Desenvolvimento), considerada uma “prima” da LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e da LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) tem previsão de ser lançada já no mês de outubro. (Foto ilustração)
Em uma declaração recente, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou a importância desse título para o financiamento do desenvolvimento industrial do país. Para se ter ideia, é esperado que a LCD capte até R$ 1,5 trilhão para o setor.
A medida vem após o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentar os prazos de vencimento das LCIs e LCAs no início deste ano, reduzindo o volume de emissão e de procura.
No entanto, na visão de Laís Costa, analista de renda fixa da Empiricus, as melhores oportunidades agora não estão nas letras de crédito. Na semana anterior, duas decisões de política monetária desenharam um novo cenário de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Nos EUA, o Fed (Federal Reserve), como é conhecido o banco central americano, fez o primeiro corte de juros desde março de 2020, reduzindo a taxa em 0,50 p.p. O movimento era amplamente esperado pelo mercado, embora a magnitude tenha ido além do consenso.
Por outro lado, no Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu seguir o caminho contrário e elevou, em decisão unânime, a taxa de juros em 0,25 p.p. A decisão veio para reforçar o compromisso em perseguir a meta de inflação, que permanece em patamares elevados, segundo o Boletim Focus.
Assim, todo esse cenário levou a analista a recomendar uma categoria específica de títulos de renda fixa, que ela acredita que tendem a se beneficiar desse contexto. (Por Leticia Camargo)

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