Nesta terça-feira, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central divulgou a ata da sua última reunião, após elevar a Selic para 10,75% ao ano na semana passada. (Foto ilustração)
O Comitê sinalizou que o cenário econômico atual demanda uma política monetária mais “contracionista” e deixou a porta aberta para aumentar o ritmo de alta da taxa de juros do país, com o objetivo de perseguir a meta de inflação, que segue em patamares elevados:
“O cenário, marcado por resiliência na atividade, pressões no mercado de trabalho, hiato do produto positivo, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas, demanda uma política monetária mais contracionista”, disse o comunicado.
Os diretores afirmaram, ainda, que concordaram em iniciar o ciclo de alta de maneira gradual, sobretudo pelo contexto de incertezas domésticas e externas, sem definir qual será o ritmo de alta da próxima reunião.
É natural que, com um ciclo de alta dos juros, o apetite por ativos de renda variável diminua e os investidores migrem seus recursos para ativos de renda fixa. Porém, neste caso, essa premissa parece não se aplicar.
Prova disso é que o Ibovespa (principal índice da bolsa brasileira) reagiu positivamente ao comunicado e chegou a subir 1,6% durante o pregão, cotado aos 132.671 pontos, sendo alvo dos principais portais de notícias (Leticia Camargo)

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