O Ministério da Saúde vem intensificando o diálogo com as mais diversas categorias para concretizar a retomada da saúde no país. No domingo (22), na abertura do Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (Medtrop), em São Paulo, o secretário da Atenção Primária em Saúde (Saps), Felipe Proenço, representando a ministra da Saúde, Nísia Trindade, reforçou o trabalho da pasta nos últimos meses, principalmente após as enchentes no Rio Grande do Sul e as queimadas em diversas regiões do país. (Foto ilustração)
O congresso, que retorna a São Paulo após 28 anos, ocorre também após graves ameaças que o Sistema Único de Saúde passou nos últimos anos até 2022, período em que o Brasil constava entre os três países das Américas que tinha a possibilidade de retorno da poliomielite e entre os 20 países com menores índices de vacinação de crianças.
O Medtrop é um evento multiprofissional, constituído por diversos atores dessa cadeia, como representantes de órgãos governamentais, médicos, pesquisadores, outros profissionais de saúde e estudantes para discutir as doenças tropicais, como doença de Chagas, malária, esquistossomoses, hanseníase, tuberculose, leptospirose e dengue. O Ministério da Saúde vem promovendo intensamente a articulação entre a atenção primária e a vigilância, de modo a promover a integralidade no SUS, onde, também, a promoção em saúde ajuda a reduzir vulnerabilidades e desigualdades, e por consequência serem determinantes no combate às doenças tropicais.
Felipe Proenço citou a ação mais recente do governo em prol deste combate. “Tivemos agora, lançado pela ministra da Saúde e pelo presidente Lula, o plano com relação às arboviroses, reconhecendo, com essas iniciativas, a importância da prevenção, de uma ação integrada, de olhar as ações das secretarias, das políticas públicas mais vinculadas à atenção com a vigilância, de forma conjunta. O objetivo foi mostrar como o SUS está preparado para responder a essas situações”, destacou o secretário. Proenço é palestrante em duas mesas no evento – uma que debate a preparação, resposta e resiliência na assistência à saúde em uma emergência em saúde pública, com foco na tragédia climática vivida pelo Rio Grande do Sul; e outra sobre a atuação da Saps em doenças tropicais. (Luciano Marques)

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