Com o tema “Diretrizes curriculares nacionais para a formação médica: 10 anos de construção”, ocorreu em Belo Horizonte o 62º Congresso Brasileiro de Educação Médica (Cobem). Realizado pela Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), o evento reuniu, entre quinta-feira e domingo (12 e 15), profissionais, pesquisadores, estudantes e instituições de ensino médico para discutir e compartilhar experiências, práticas e pesquisas relacionadas ao ensino, formação e prática médica. (Foto ilustração)
O 62º Cobem contou com mais de dois mil inscritos e 2,5 mil trabalhos submetidos. Foram mais de 180 palestrantes, debatedores e mediadores, somando aproximadamente 68 atividades durante os quatro dias do congresso.
O secretário de Atenção Primária à Saúde (Saps), Felipe Proenço, palestrou em três atividades debatendo temas como a formação de especialistas, internato e ensino-serviço-comunidade na atenção primária. “Estamos passando por um processo de retomada e fortalecimento da atenção primária. É a estratégia Saúde da Família (ESF), que este ano completa 30 anos, que está presente em quase todos os municípios do país, que ajuda a reduzir índices de mortalidade e desigualdades. É por isso que a Saúde da Família tem tudo a ver com educação médica, onde o estudante pode ter o contato com o território com a comunidade, pode participar de uma equipe multiprofissional. Por isso, estar aqui no Cobem é fundamental para afirmar o quão importante é ter a atenção primária nas diretrizes curriculares da medicina”, reforçou o secretário.
A participação da Saps no evento destacou as ações o Ministério da Saúde para a reconstrução da equipe Saúde da Família (e-SF) com aumento de 52% das equipes, 11% dos agentes comunitários de saúde (ACS), mais de 2,7 mil equipes de saúde bucal (e-SB) e a retomada do Programa Mais Médicos que está presente em 60% dos municípios mais vulneráveis.
Outro ponto abordado foi a necessidade de formar especialistas em saúde da família. “A saúde de família também é lugar de especialistas. Muitas vezes quando falamos no SUS e na necessidade de especialistas pensa-se somente na média e alta complexidade, mas precisamos investir em profissionais com formação em Medicina de Família e Comunidade, com esse olhar da complexidade que é desenvolver as ações da atenção primária à saúde (APS)”, apontou Proenço. (Anna Iung)

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