O ministro Alexandre de Moraes (foto ilustração), do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta segunda-feira (8) o sigilo do caso das joias e enviou o processo para a PGR (Procuradoria-Geral da República). Agora, a PGR terá o prazo de 15 dias para pedir mais provas, arquivar o caso ou apresentar denúncia. O ministro considerou que, com o relatório final do caso apresentado pela Polícia Federal na semana passada, não persiste razão para manter o processo sob sigilo.
Na semana passada, a Polícia Federal entregou ao STF o relatório de indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e auxiliares dele por vendas ilegais de joias presenteadas por autoridades internacionais. A PF acredita ter provas robustas para incriminar Bolsonaro e ex-assessores. Os crimes atribuídos ao ex-presidente foram de peculato (desvio de dinheiro público), associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Além de Bolsonaro, foram indiciados por peculato:
– Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia;
– Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
– José Roberto Bueno, ex-chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia;
– Julio Cesar Vieira Gomes, ex-secretário da Receita Federal;
– Marcelo Vieira, ex-chefe de gabinete de documentação histórica da Presidência; e
– Marcos André Soeiro, ex-assessor de Bento Albuquerque.
Além disso, foram indiciados por lavagem de dinheiro e crime de associação criminosa:
– Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social de Bolsonaro;
– Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro;
– Marcelo Costa Câmara, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
– Mauro Cesar Lourena Cid, general e pai de Mauro Cid; e
– Osmar Crivelatti, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
Julio Cesar Vieira Gomes também foi indiciado pela prática do crime funcional de advocacia administrativa perante a administração fazendária. (Gabriela Coelho)

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