Sobre a tramitação no Congresso Nacional do projeto que propõe a abertura e a legalização dos jogos de azar, particularmente, dos cassinos, o Arcebispo Emérito Dom Itamar Vian (foto ilustração) se pronunciou através de um artigo. Entende que não se trata aqui de lazer popular. A questão é outra. Quer-se legalizar a alta indústria dos jogos que são uma ilusão para muitas pessoas e asseguram fortunas para proprietários.
Alega-se que a abertura dos jogos de azar poderá ser fator de desenvolvimento econômico, incentivo ao turismo, às estancias hidrominerais, gerar empregos e, até mesmo, beneficiar obras sociais. Esses argumentos são frágeis porque priorizam-se valores econômicos, em detrimento de valores familiares, éticos e morais. Há outros modos de incentivar o turismo e a solidariedade.
Legalizar os jogos de azar significa fomentar a sorte e o ganho fácil como ideal de vida, em vez de valorizar o trabalho humano honesto e perseverante. Rompe-se a harmonia doméstica pela inquietação que se abate sobre o lar, diante da atração que, aos poucos, domina os jogadores, com o perigo de dilapidar o patrimônio familiar. Quem não conhece casos de desespero dos que perdem tudo nas apostas, acarretando desequilíbrio econômico, psíquico e até tentativa de suicídio? (Fonte: Folha do Estado)

No Comment! Be the first one.